Às vezes - quase sempre - acho o ser humano tolo, sem poder de entendimento, com vasta experiência em tornar uma circunferência seu caminho. Se baseia naquilo, como se fosse um projeto final sem fim, tão controverso quanto a integridade física de um ser humano ao ser abalada após disparar o gatilho contra a própria inconsciência e em seguida dar-se conta de que ela na verdade é o consciente.
Com tudo transparecendo e o futuro vindo à tona, o sentido da vida se apresenta com os prósperos detalhes, de nada adianta-lhe sem a crença no destino.
Me pergunto sobre qual a finalidade desse meu texto muito meu. Rumores de que a presença de minha ausência tenha me acatado, me julgando ser quem não sou ao meu próprio ver. Não sou quem sou, ou quem era, ou quem serei; se bem que não mudei por completo, apenas acrescentei.
Vivenciei o período entre-guerras como capitais meus desejos em primeiro e minha razão em seguida, pela razão haver provas acabo deixando de sonhar. Mas aprendi a esperar, aprendi a viver - e ainda tenho muito a conhecer, ser feliz com a certeza de ser um eterno aprendiz - e agora sei jogar seu jogo desempenhando tudo o que a respeito me diz.
Você não é mais quem dita as regras, mesmo sabendo sem querer que de qualquer modo sigo aqui e daqui não consigo sair: círculo vicioso com droga perdida no tempo. Agora, infelizmente, consigo me controlar e sei que uma hora tudo fará sentido, não me preocupo com a perda, e sim com a falta da tão esperada compreensão.
Mesmo perdido no tempo, sem sucesso nas minhas investidas no presente por falta do meu próprio eu, minha vida abstrata vou vivendo, ser feliz é consequência.
E que a vida tenha e faça sentido: Maktub - "está escrito" (o tal destino).






