20 dezembro, 2011

All We Ever Do Is Say Goodbye



É apenas mais um adeus. Não sei dizer, você simplesmente me inibiu de te seguir por onde você for. É como se achasse que por você ir embora eu deva ficar pra trás. 
Não me interessa se hoje você é mais feliz por se apaixonar por outro e por isso não ter lugar pra mim em sua bagagem. Dá até sensação de que eu quero disputa de posição, e sabemos que nós dois não estamos mais dispostos a encarar um futuro incerto, que hoje por consequência do destino não tem mais nexo.
Eu queria estar fazendo esse texto pra outra pessoa, assim como você já está encarregada do mesmo, mas é difícil ignorar os fatos e querer um novo jogo com cartas ainda não viradas.
Passamos a maior parte do tempo nos lamentando, tentando entender o porquê de nunca ter dado certo de fato, agora o que me resta é olhar pra trás e colher o que o tempo e essas desavenças nos proporcionaram.
Por mais que tenha tido raiva por ter gostado de ti, eu também agradeço todos os dias por ter crescido com você. Até porque eu guardo nenhum rancor, apenas lições de vida, o que nós vamos levar pra vida toda, como um clichê.
Virei quem você sempre quis tarde demais, mesmo que eu acredite em revoluções não creio que um milagre nos traga de volta. Mas uma coisa é certa, você nunca sairá daqui. Assim como eu sou apaixonado pela vida, você é como um esboço que toda mulher em meu ver deva ter, é como uma matriz.
Enfim, não receba isso como uma mensagem de desesperado, apenas entenda que minhas palavras tem garantia de que eu não quero que você saia totalmente da minha vida.
Amizade também é relacionamento. 

16 dezembro, 2011

Liberdade Obscura



Pessoas mentem, dizem ser sinceras, dizem não ocultar qualquer suspeita levantada sobre nós. Mas isso é mentira, todos mentem. Se você for parar pra pensar a vida é uma grande ilusão. Pensamos ter em cerca 83 anos de vida apenas, portanto, temos que aproveitar. Mas ninguém comprovou como é a vida após a morte.
Elas dizem não se importar, pedem pra que as esqueçam e as deixem em paz. Tudo bem, isso é um direito de cada um, livre arbítrio. Só não entendo o porquê de ainda acharem que vivemos ao redor delas após o pedido. Porque mesmo depois da exclusão elas ainda querem sentir-se desejadas talvez.
Fico me perguntando, até que ponto uma pessoa pode guardar um segredo sobre si mesma.
Pode-se dizer que a partir do momento em que paramos de persegui-las pode haver uma faca de dois gumes, no qual um lado vai estar sua liberdade e do outro a chave para um futuro cheio de perguntas. Perguntas das quais você estará indeciso na maior parte do tempo. Perguntas do tipo, será que eu devo me prender, será que eu vou saber cuidar dela, será que eu vou conseguir ser quem ela sempre quis ter?
Portanto, eu digo, pra escolher a segunda opção basta ter confiança em si mesmo, certeza do que está fazendo, estar disposto a conhecer a pessoa mais problemática de sua vida, ter paciência, não deixar-se levar pelas ilusões, não se desesperar por tais divergências, entre outros.
Mas também posso te dizer pra nunca desistir, porque vale a pena, de um jeito ou de outro, depende do seu modo de vista.
A liberdade te traz paz, mas o mundo é feito de perguntas. Nesse caso, pra responder é preciso viver.
É preciso viver e conviver com uma pessoa pra ter história, histórias são o que mais traz prazer após o término de uma relação. Ou seja, não tenha medo de sofrer, se a história valer a pena cabe a você enxergar o lado bom ou ruim após o término de um relacionamento.

Movimento Curvilíneo



Vim falar sobre mim. Tô precisando me esclarecer com o mundo, ele anda se desapegando a mim. Ando evitando sentir, inibindo emoções. A verdade é que, nesse momento estou com sentimentos aflorados, gritando querendo chegar perto ao barulho ensurdecedor de uma explosão, talvez irritado, não sei.
Tô meio deslocado, não sei onde quero chegar com esse texto, é mais uma tentativa previamente fracassada de encontrar uma fuga contra os que querem me derrubar sem ao menos fazer esforço diretamente contra mim.
Talvez eu deva ser colecionador, não consigo me aposentar das velharias. São tantas explicações já expostas e descartadas a mesa, tantos acordos assinados no susto, e consigo traziam as tentativas obscuras de colocar tudo por debaixo do tapete.
É incrível a que nível eu cheguei. Logo eu que acredito em destino tentando dizer que fui impulsivo e aquietado quando não devia. Me sinto um fracassado nesse ponto.
É como se o verão voltasse, mas que consigo ainda viessem suas famosas chuvas-de-verão. Ou seja, estou renovado, mas ainda trago comigo minhas feridas, hoje cicatrizadas, que amanhã filtrarão meus sentimentos.
Andei ausente durante meses, não por opção, por obrigação. Precisamos nos recuperar de um baque para termos forças pra se levantar e estar disponível a um novo devaneio, ou a uma nova paixão, como preferir.
Entro em estado de desilusão quando tudo o que quero no momento me impede de enxergar o futuro. Não é um caso de que há de se lembrar que a vida dura pouco, apenas quero ter prevenção e garantia de que vou estar trilhando pedras já antes conquistadas.
Portanto, única garantia que eu lhe dou é, vou continuar vivendo. Do futuro eu me descuido, mas do presente eu me permito continuar refulgente.