17 novembro, 2011

Vago Paradoxo



Precisei caminhar um tempo sozinho para entender até onde eu poderia chegar. Fui muitas vezes aconselhado a largar tudo para trás e começar uma nova história, sem vestígios do passado. Descobri que contos de fada não existem, são apenas histórias inventadas na idade medieval, até a Bela Adormecida é uma farsa. 
E por esse motivo, reformulei os conceitos que vagam diariamente sobre minha mente. Comecei a priorizar meu bem-estar. Sair do vermelho e pensar nos lucros que podem vir com as experiências já vividas. 
Hoje, posso dizer que estou feliz, de bem comigo mesmo. Sentimento de dever cumprido, ar renovado, mas sempre mantendo as raízes que se propuseram  a me mostrar o lado positivo de uma perda. 
Não tem como eu dizer que estou aprendendo a viver, todos tem fases na vida desde quando nasce. Ter que sobreviver nesse mundo cão, arrumar emprego, pagar contas, ouvir seu pai dizendo que poderia dar o melhor de si, viver um relacionamento, cuidar de sua família, ser bem sucedido financeiramente e psicologicamente... Nisso, basicamente, todos tem um pouco em comum. Até porque o que difere uma vida da outra são os detalhes, as escolhas, e é nisso que eu venho observando.
Me sinto como tivesse 7 anos de idade, aquela fase do "por quê?". Isso porque eu ando fazendo muitas perguntas relacionadas a perda. Até que ponto uma perda pode ser prejudicial a uma pessoa? E em que ponto uma perda pode significar compreensão de seus sentimentos?
Perda vem de um significado de não possuir mais algo que antes era privado, ou seja, pra perder você precisa ter. E eu agradeço por um dia ter tido alguém que me mostrou o verdadeiro valor de um amor. Aprender que sofrer calado não é simplesmente uma dor com medo de ser compartilhada, e sim uma chance pro tempo se encaminhar de nos fazer refletir, e mostrar que mesmo sendo dor é um reencontro consigo mesmo. Não precisamos de cientistas nem amadores da literatura pra nos dizer o que fazer.
Cada vida leva consigo uma chaga, cabe a cada um saber cicatrizá-la ou viver lamentando-se.