28 junho, 2012

Porque Acreditar Faz Bem



É engraçado o meu modo de encarar a vida, embora não muito normal. Não vivo uma vida normal de adolescente, e por que deveria? Não é desprezando essa fase, até porque preferia não ter sido obrigado a crescer tão cedo, mas já que não faço parte desse mundo posso fazer críticas ao mundo em que vivo.
Então, vamos lá. Por que penso assim? Por que dias ensolarados são mais comuns em estação de calor? Por que esse frio que agora sinto tem nada a ver com temperatura? Será que desacreditei? Ou aprendi a não depender de ninguém? Tá vendo, até para ser respondido preciso de pessoas.
Por mais que seja bom ter lembranças, estou dando espaço às atitudes. O problema é que as pessoas guardam lições do passado, e geralmente acabam transparecendo somente as ruins fazendo com que tenham medo de sentir.
E acaba sendo nessas horas em que eu me pego parado, intacto, aparentemente parecendo ter acordado de um transe. No meio de um galpão de claridade baixa, um silêncio vago em meio a nenhum pensamento, me encontro perplexo. Calmamente, começo a refletir com aquela música mais calma que já me pus a ouvir. As coisas vão se encaixando como rima em minha mente, um quebra-cabeça. Típico daquela frase: "se não aconteceu antes é porque o destino sabia que agora será melhor." E meio que desconfiado, eu coloco fé. Coloco mesmo, sem pensar duas vezes. Até porque, se eu mesmo não acreditar na minha felicidade minhas reclamações vão ser relatos melancólicos de um mero desconhecedor da vida. E sim, quem vai acreditar?
E continuo. Reflexões nunca são de mais. Até que por um momento eu olho a rua, com várias pessoas indo e vindo. A sensação é de estar na rua mais movimentada da China, com várias pessoas chegando e partindo. Nunca permanecem em um só lugar, tem que traçar novos objetivos. Algumas voltam, porque sabem que ali fixara seu destino.
De repente, volto em mim novamente. Ainda estou olhando fixamente pra um ponto da rua. Minha visão periférica acompanha um carro dos Correios passando. É tão instigante a sensação na hora. Você sente como se alguma pessoa que você espera esteja lá dentro, trazendo-a em palavras pra mais perto de ti. Mas não, ele continua seu trajeto, como uma pessoa que te diz adeus.
Essa história de que é difícil começar novamente eu acho besteira. O problema é o tal do sentimento não correspondido que insiste em testar a paciência. E juro que várias vezes já perdi a cabeça.
Chega uma hora que palavras deixam de fazer sentido, é preciso tocar no fundo pra sentir presente. Não peço um amor pra vida inteira, só quero viver uma história da qual eu me lembre para sempre.

"O passado já foi um dia o futuro de quem viveu bem o presente."