10 maio, 2012

Estrada Obscura




Talvez tenha acordado de um sonho. De uma vontade imensa de ser feliz. Dormiu com desejos e acordou olhando pra foto. Ela ainda estava lá, intacta. Radiante como a luz do sol e seus dois planetas da cor do céu. Seus olhos falavam por si só. Ela não estava lá da forma que ele queria, mas estava, como ela havia prometido não partir. Em um lugar que ninguém além dele poderia tocá-la, nem senti-la do jeito mais puro que ele sente. 
Mas como a vida sempre mostrou, nem tudo é como a gente quer. Saiba se encaixar. O tempo não vai voltar aos seus vinte e poucos anos pra tornar seus arrependimentos em histórias reais. Você é o que você vive, não o que apenas almeja. 
Medo. Sair pra vida custa ter coragem, ambição de sempre querer mais. Se esconder atrás do mundo não faz seu tipo. Ele é sentimento, talvez um pouco irracional. Temos que agir com o coração também. Razão é um velho chato matutando em seu consciente. Quem gosta de monotonia é relógio, que mesmo assim passa as horas pra ver se a gente toma alguma atitude. De ser feliz.
As amigas te disseram, você sabia dessa parte. Não queira provar se não estiver disposta a jogar. 
As pessoas te magoaram e vão magoar, nem tudo são flores. Relações vão ter um final triste, a não ser que o final seja o casamento. Tudo o que se leva dessa vida são aprendizados e não mágoas.
Não existe o perfeito. Pessoas são feitas de corpo e alma. Sentimentos são pra sentir. Pra sentir, não recusar. Não se recusa a felicidade. A felicidade de uma mente vazia. Vazia por causa do tempo que tratou de ensiná-lo sobre a vida. Estaremos sempre vazios, à espera de alguém que nos complete, não de ficar a ver navios.
Citei tanto a felicidade com a intenção de crescer seu ego, quem sabe ele acredite que pode ser maior que a distância e o melhor para alguém?

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